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Delegado faz revelação sobre caso das irmãs presas com cocaína no corpo

Segundo o delegado, uma das irmãs presa já possuía envolvimento com o mundo do tráfico de drogas

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Duas irmãs piauienses de 23 e 24 anos, foram presas em flagrante no último domingo (28) no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com aproximadamente 80 cápsulas de cocaína armazenadas dentro do estômagoAs suspeitas foram identificadas como Ingrid da Silva Castro e Agatha da Silva Castro. Segundo o delegado Anchieta Nery, do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, elas estariam embarcando para Paris. As irmãs são naturais de Teresina, capital do Piauí.

Irmãs piauienses são presas com cocaína dentro do corpo em aeroporto de SP | Reprodução/IelCast

Ainda segundo o delegado, após serem presas em flagrante, ambas foram levadas para o hospital mais próximo para serem realizados exames de tomografia, pois segundo ele, as drogas no estômago delas traz risco para muitas pessoas, inclusive para as suspeitas. 

Em entrevista ao programa Bom Dia Jogos de pôquer, nesta terça-feira (30), o delegado, Anchieta, contou detalhes sobre o caso. Foi relatado a conexão forte de traficantes de drogas de Teresina com o mercado europeu, mercado esse, que paga um valor mais alto pela cocaína, por ser um território mais restrito e que o transporte do entorpecente pode ser feito de várias maneiras, uma delas, com o recrutamento de 'mulas'.

Delegado faz revelação sobre caso das irmãs presas com cocaína no corpo - Imagem: Reprodução/Bom Dia Jogos de pôquer

"Isso demonstra uma conexão, de traficantes de drogas aqui de Teresina com o mercado europeu, que é um mercado mais restrito e que paga um valor mais alto pela cocaína, que é uma das drogas mais caras que a gente tem e o transporte pode ser feito de várias maneiras e uma delas é o recrutamento de 'mulas', que aceitam levar essa droga dentro do próprio corpo", disse o delegado.

O delegado também revelou que outros piauienses foram presos nos últimos meses realizando procedimentos semelhantes para levar drogas para outros países. Anchienta disse que um homem foi preso no aeroporto de Lisboa com destino a Paris com droga no corpo. Também revelou que uma mulher foi presa ao desembarcar no aeroporto da Turquia e outra mulher também foi presa ao chegar na Suíça.

"Um homem piauiense também foi preso com destino a Paris, só que no aeroporto de Lisboa, praticando o mesmo crime. Temos também outro caso, de uma mulher presa ao desembarcar na Turquia, outra mulher presa ao chegar na Suíça, todos piauienses", afirmou o delegado.

Anchieta Nery também falou sobre o procedimento de transporte da droga no corpo, que mesmo pequenas quantidades são lucrativas para as organizações criminosas e falou também sobre o risco que isso leva para quem faz o transporte, dizendo ainda que essas 'mulas' são corpos descartáveis para os criminosos.

Delegado Anchieta Nery, do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí - Imagem/Reprodução

"A quantidade de droga que cabe no aparelho digestivo de um ser humano varia entre 600 a 800 gramas, então veja só o interesse dessas organizações criminosas, ela viabiliza a logística para transportar essa quantidade de droga para o continente europeu e em um corpo descartável, porque eu considero essas 'mulas' e essas organizações criminosas especialmente consideram essas 'mulas', corpos descartáveis, porque há um problema de saúde seríssimo, se uma dessas cápsulas rompe, a pessoa pode entrar numa hiperdosagem pelo contato com a substância química e morrer em poucas horas", disse.

Para finalizar, o delegado revelou que uma das irmãs presa com droga no corpo em São Paulo, já tinha envolvimento com o mundo do tráfico de drogas e que já foi alvo de busca e apreensão em Teresina, mas que nunca foi condenada e não enfrentou indiciamento policia.

"São duas pessoas que vão gozar da primariedade, nunca foram condenadas, não enfrentaram o indiciamento policial, mas a Ingrid já tinha envolvimento com o mundo do tráfico de drogas, já foi alvo de algumas ações de busca e apreensão em Teresina, se relacionava com pessoas que faziam a venda de entorpecentes, então ela já transitava nesse meio, são os peões preferenciais nessa organização criminosa", finalizou.



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