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Luciano Nunes fala sobre pesquisas: “Crescendo e crescendo muito”

Luciano Nunes fala sobre pesquisas: “Crescendo e crescendo muito”

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O candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, deputado Luciano Nunes, foi o último a participar da série de sabatinas com candidatos nas eleições de 2018, no Agora da Rede Jogos de pôquer, na tarde desta quinta-feira (23/08). O candidato tucano falou de suas propostas e projetos caso seja eleito governador do Piauí, além de duras críticas ao atual Governo de Wellington Dias.

Foram sabatinados Romualdo Sena, candidato pelo partido da Democracia Cristã (DC); Lourdes Melo, candidata pelo Partido da Causa Operária (PCO); governador Wellington Dias, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT); Fábio Sérvio, candidato pelo Partido Social Liberal (PSL); senador Elmano Férrer(Podemos) e Valter Alencar, candidato pelo PSC; professora doutora Sueli Rodrigues, candidata pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); Dr. Pessoa, candidato pelo Solidariedade e Luciane Santos, candidata  pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). 

Luciano Nunes respondeu perguntas dos jornalistas Arimatéa Carvalho, Samantha Cavalca, Ananias Ribeiro e do apresentador Amadeu Campos. Nos 10 minutos finais, a candidato respondeu questionamentos enviados por telespectadores. A sabatina teve duração de 30 minutos.

Durante a entrevista, Luciano Nunes falou de sua experiência com administração pública, administrativa e disse estar preparado para assumir o Governo do Estado no dia 01 de janeiro de 2019. O candidato tucano afirmou que o Piauí vive um "caos" na Saúde, Educação e Segurança Pública. "Nós vamos reimplantar o Ronda Cidadão que deu certo aqui em Teresina, Parnaíba, maiores cidades do estado", disse.

Além de comentar recentes pesquisas, Luciano abordou uma de suas principais metas de governo, a criação de quatro Hospitais de Urgência em todo o Piauí, e redobrar o efeito das polícias Militar e Civil. "Nós vamos fazer uma administração enxuta, reduzindo o tamanho da máquina pública", garantiu.

Amadeu Campos: Candidato,  por que o senhor se considera preparado para governar o Piauí?

Luciano Nunes: Boa Tarde a todos! Eu sou advogado por formação, tenho especialização, tenho mestrado, tenho experiência política por ter sido deputado estadual por quatro mandatos, e tenho experiência administrativa. Fui secretário de Administração da Prefeitura de Teresina na gestão de Silvio Mendes, fui secretário de Governo, de Saúde de Teresina também na gestão do prefeito Firmino Filho. Fui também presidente da Unale, uma Associação que congrega todos os deputados estaduais, que tem cede em Brasília. Então com essa minha experiência política e administrativa acumulada, mas, sobretudo, com o sentimento de indignação pelo desgoverno, pelo desmantelo que nós temos aqui no estado do Piauí e pela vontade de mudar essa realidade, é que eu quero ser governador do Piauí para transformar o Estado, transformar o Estado do Piauí em um Estado de oportunidades, onde as pessoas, sobretudo as pessoas que precisam de serviços públicos essenciais no nosso estado, possam ir em busca desses serviços e serem bem atendidas. Atendidas com respeito, dignidade.

Os hospitais públicos que estão sucateados; na educação que está com ano letivo em ameaça por conta da grave dos professores, porque o governo não paga o piso; na segurança pública que deixou a população apavorada pelo desmantelo da segurança, da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, e, sobretudo, pela falta de um projeto de desenvolvimento. Nós queremos implementar aqui no Piauí um desenvolvimento que valoriza a produção, que estimule o empreendedor que vai estimular a vinda de novas empresas para gerar emprego e novas oportunidades para os piauienses. É por isso que eu quero ser governador, para mudar a realidade do Piauí.

Ananias Ribeiro: Candidato, o senhor é do partido do Firmino Filho e tem aqui em Teresina um modelo de gestão que é bastante defendido pelos tucanos, bastante defendido pelo opróbrio prefeito e que tem conseguido por décadas administrar a capital do Piauí. Eu pergunto, sendo eleito governador, o que terá deste modelo de Teresina na gestão à frente do Estado? Qual é o DNA do prefeito Firmino Filho em seu plano de governo?

Luciano Nunes: Nós vamos fazer uma gestão séria, equilibrada, administrativamente e financeiramente. Uma administração com planejamento, e vamos executar esse planejamento. Teresina tem a melhor educação do Nordeste, e a terceira melhor do Brasil. Nós aqui em Teresina carregamos a saúde pública do Estado nas costas,  pois temos um único Hospital de Urgência do estado que é administrado pela prefeitura de Teresina. Ao longo desses anos nunca se falou de escândalo aqui na Prefeitura de Teresina, as contas sempre em dia, compromisso com o servidor público com o servidor municipal, um compromisso, sobretudo, com as pessoas que vivem aqui. Teresina é a quarta cidade do Brasil com a melhor qualidade de vida, segundo a Firjan. Nós queremos levar esse modelo e muitas outras ferramentas, muitas outras ferramentas para o governo do estado, porque nós acreditamos se Teresina é capaz de fazer tudo isso, no estado do Piauí, lá no interior também é capaz de ter uma educação de qualidade, também é capaz de ter uma saúde que atenda o cidadão. Nós precisamos fazer uma segurança pública de verdade, que proteja as pessoas de bem para que possam andar livremente aqui pela cidade e também vamos botar esse estado para se desenvolver. Nós vamos fazer uma administração enxuta, reduzindo o tamanho da máquina pública, cortando quase pela metade essas secretarias. Hoje nós temos no Piauí 69 secretarias, vamos diminuir para 30.

Amadeu Campos: Candidato, quais secretarias o senhor diminuiria?

Luciano Nunes: De cara, Amadeu, nós cortaríamos todas coordenadorias. Nós vamos diminuir, centralizar as obras de infraestrutura. Nós vamos reagrupá-las {secretarias]. Nós temos, por exemplo, secretarias das Cidades, secretária de Infraestrutura, que realizam o mesmo tipo de obra. Vai ficar só uma. E como o próprio DER, a Secretaria de Transportes. Nós temos vários órgãos com atribuições sobrepostas, então isso é desperdício de dinheiro público. Todas essas coordenadorias que foram criadas só tem um único objetivo, acomodar os aliados do governador nesse projeto de poder perverso que está maltratando o Piauí. Nós vamos enxugar e ter dinheiro para investir nas obras que são importantes para desenvolver o Piauí.

Samantha Cavalca (Ao vivo de Brasília): Candidato, eu quero saber, sempre pergunto isso aos candidatos de oposição de Wellington Dias, você se considera o candidato anti-Wellington?

Luciano Nunes: Sem dúvida nenhuma, porque sou contra tudo que está aí. Sou contra desperdício, eu sou contra essa atribuições, essas secretarias com atribuições sobrepostas, esse inchaço da máquina pública. Eu sou contra essa ineficiência, o inchaço da máquina pública, a ineficiência dos serviços e tenho um modelo que nós estamos mostrando que deu certo aqui em Teresina. Então nós temos o que mostrar, estamos contrapondo, mas temos propostas para mudar a realidade. Na Saúde, por exemplo, nós temos proposta para construir quatro hospitais de urgência no Piauí. Hoje nós só temos um Hospital de Urgência no Piauí, que é o HUT aqui em Teresina. Nós vamos construir um em Parnaíba, um em Picos, um em Floriano e outro em Bom Jesus, para tender as pessoas perto de onde elas morram. Não faz sentido seu Manoel, que quebra perna lá em Corrente, atravessar todo o estado para ter uma cirurgia realizada aqui em Teresina. Nós vamos fazer uma Saúde de verdade, uma saúde que valoriza os profissionais que estão trabalhando e que vai levar um tratamento, um serviço de dignidade e de respeito para os piauienses.

Arimatéa Carvalho: Candidato, o senhor acabou de dizer em resposta à Samantha Cavalca que se considera anti-Wellington. No entanto, o IBOPE divulgou uma pesquisa de intenção voto, a última divulgada das pesquisas, que mostra o governador Wellington Dias liderando, em segundo lugar o Dr. Pessoa e muito abaixo, 6%, o senhor e Elmano Férrer empatados. Como o senhor avalia?A população não está absolvendo seu discurso?

Luciano Nunes: Bem, Ari, muito bem lembrado. Primeiro, essa pesquisa é totalmente incoerente com números mostrados aqui pela própria Jogos de pôquer na pesquisa Amostragem, que mostra o governador “imbicando”, caindo vertiginosamente em todas as avaliações, e a nossa candidatura crescendo. Aliás, no Instituto Amostragem, que é aqui do Jogos de pôquer, e no Opinar, da outra emissora de TV, nós somos o único candidato que cresceu em todas as pesquisas. Nós temos pesquisas já publicadas em que aparecemos em segundo lugar. É bom lembrar que somos o candidato mais desconhecido no quadro dos principais concorrentes, porque nunca disputamos uma eleição majoritária. Nós estamos crescendo e crescendo muito, por onde a gente anda em Teresina e no interior, nós temos recebido icentivo de manifesto de carinho, de icentivo. E é isso que me dar certeza de que seremos vitoriosos no dia primeiro de outubro.

Ananias Ribeiro: Candidato, o senhor falou sobre construção de 4 Hospitais de Urgência à modelo do HUT, em Teresina, e também no interior do estado. É uma proposta muito recorrente apresentada pelo senhor na área da Saúde. Agora saiu um  levantamento hoje feito pelo Jogos de pôquer UOL, apontando que 145 UPAs estão prontas para funcionar, mas estão fechadas em todo o país. No Piauí são cinco, inclusive uma de Piripiri, construída e pronta desde 2013. O Governo do Estado na gestão do senhor, ele não poderia ajudar a abrir essas UPAs? Com esses equipamentos já comprados, não seria um caminho para tirar da ociosidade esses aparelhos públicos e lavar à Saúde para o interior também?

Luciano Nunes: Sem dúvida nenhuma. Esse quadro que você acabou de mostrar, mostra a incompetência, a ineficiência da atual gestão. Nós temos hoje um caos na Saúde, pedido de demissão em massa, demissão em massa de diretores de hospitais de Norte a Sul do estado pela total incapacidade de atender à população. Falta medicamento, falta atendimento, falta profissionais. O Hospital de Picos está com três meses com pagamentos atrasados. Essas UPAs não abriram porque atual governo é incompetente para fazer as cosias acontecerem.

Mas nós não podemos admitir que, além dessas UPAs que vão e precisam ser colocadas em funcionamento, que as pessoas tenham que atravessar o estado todo para serem atendidas no único Hospital de Urgência do Piauí. Nós vamos descentralizar as ações. Nós vamos ser parceiros dos municípios, repassar o co-financiamento, a ajuda que o Governo Federal e o Governo do Estado são obrigados a repassar para os municípios, para ajudar, para ser parceiros nas ações de atenção básica. Nós vamos fazer uma gestão de saúde para valer, uma saúde de verdade, uma saúde que vai atender o cidadão, que vai ser parceiro dos municípios que vai levar saúde de qualidade para os hospitais regionais em todo o estado.

Ananias Ribeiro: O ex-prefeito Silvio Mendes tem apoiado a candidatura do senhor mesmo coligado com o governador Wellington Dias, então ele poderá fazer parte da sua equipe na área da Saúde?

Luciano Nunes: Sem dúvida nenhuma, o prefeito Silvio Mendes é uma das maiores autoridades de Saúde Pública do Brasil. Aliás, ele já presidiu uma entidade nacional, então eu não prescindiria de um nome como o do prefeito Silvio Mendes. O prefeito Silvio Mendes, além de um grande gestor e profissional da área da saúde, é um grande amigo, que tem se mostrado muito parceiro, muito leal nessa campanha e será também no nosso governo.

Samantha Cavalca (Ao vivo de Brasília): Candidato, sempre que a gente começa a sabatinar aqui eu recebo muitas mensagens pedindo para perguntar sobre como vai ser a escolha da equipe que vai ajudar o senhor a comandar o Piauí caso seja eleito. Então como será feita a escolha foi secretariado? Existem alguns nomes que o senhor já pode adiantar?

Luciano Nunes: Bem, Samantha, o que eu posso adiantar é que será um secretariado eminentemente técnico nas áreas técnicas, porque todo governo tem suas áreas, núcleo político, suas pastas, sobretudo no em torno do governador, que merecem e tem que ser pessoas com um viés político. Mas saúde, segurança pública, assistência social, infraestrutura, essas áreas que mexem diretamente com a vida das pessoas, serão ocupadas eminentemente técnicas, para melhor a gestão. Nós temos que dar um salto de qualidade na gestão. O Piauí não pode admitir esse discurso de que não tem dinheiro. Nós temos dinheiro, sim, acontece que o atual governo gasta muito e gasta mal, desperdiça, não tem foco, não tem planejamento e não escolhe bem suas prioridades. E nós vamos fazer um governo diferente, um governo de verdade, um governo preocupado em desenvolver o estado do Piauí, em construir  as obras de infraestrutura, importantes para o desenvolvimento para pegar oportunidade para os piauienses.

Samantha Cavalca: Candidato, e na área de segurança pública, o que o senhor aponta como solução para essa pasta da segurança pública?

Luciano Nunes: Bem, o Piauí vive um caos na segurança pública também, completamente sucateada e basta andar nas delegacias de polícia que você vê a falta de infraestrutura para seu funcionamento mínimo: não tem viatura, quando tem falta combustível, você ver cenas constantemente de policiais empurrando viaturas de polícia. Mas está faltando o básico, que são os policiais. Nós temos menos da metade do efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil, que a própria lei determina.  Então nós precisamos dobrar o efetivo da PM, e dobrar o efetivo da PC e dos Bombeiros, contratar policiais via concurso público e investir em inteligência. Recuperar as estruturas de segurança pública do Piauí, investir em equipamentos, em inteligência. Nós temos que sair desse modelo atrasado, de correr atrás de bandido depois que ele mata e assalta. Nós temos que fazer uma polícia diferente, fazer uma segurança diferente com policiais nas ruas agindo preventivamente, orientando e educando a população. Nós vamos reimplantar o Ronda Cidadão que deu certo aqui em Teresina, Parnaíba, maiores cidades do estado. Policiais nas ruas com educação preventiva, andando de mãos dadas com as comunidades, fazendo elas se sentirem mais seguras.  



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