Jogos de pôquer

SEÇÕES

PF apreende carros, iates e joias de investigados por pirâmide financeira

A suspeita é de que os investimentos tenham origem em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro nacional e fraudes empresariais e fiscais

Operação da Polícia Federal | Polícia Federal de Santa Catarina/Divulgação
FACEBOOKWHATSAPPTWITTERTELEGRAMMESSENGER

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (28), uma operação com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que operava com uma estrutura semelhante à pirâmide financeira em Santa Catarina e outros três estados. Ao todo foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 11 medidas cautelares diversas da prisão contra 12 pessoas físicas e mais 50 empresas.

(Foto: Divulgação) Também foram confiscados aproximadamente R$ 400 milhões em ativos, incluindo 473 propriedades, 10 embarcações, uma aeronave, 40 veículos de luxo e alta categoria, além de mais de 111 contas bancárias. Em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, foram apreendidos dois iates, avaliados em R$ 40 milhões e R$ 14 milhões, respectivamente.

(Foto: Divulgação)

A suspeita é de que os investimentos tenham origem em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro nacional e fraudes empresariais e fiscais, conforme apontado pela Polícia Federal.

As investigações indicam que o crime teve início em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, em 2020.

Os mandados foram cumpridos em diversas cidades, incluindo:

  • Balneário Camboriú (SC): 9

  • Porto Alegre (RS): 2

  • Curitiba (PR): 11

  • São Paulo (SP): 3

  • Palhoça (SC): 3

De que forma o esquema funcionava 

  • O esquema operava por meio de instituições financeiras e agentes do mercado de capitais que não possuíam autorização ou registro junto ao Banco Central do Brasil e à Comissão de Valores Mobiliários.

  • Os suspeitos conduziam uma distribuidora de títulos e valores mobiliários, denominada DTVM, com o intuito de angariar fundos superiores a R$ 1 bilhão. Esses recursos foram obtidos de cerca de 7 mil investidores de 17 estados brasileiros e do exterior, por meio da oferta pública de contratos de investimento coletivos destinados à aplicação em criptomoedas. Esses contratos ofereciam remunerações fixas e variáveis, ocorrendo sem qualquer controle, registro ou autorização dos órgãos oficiais.

A partir dessa arrecadação bilionária, o dinheiro circulava por diversas contas de passagem de diferentes empresas. A investigação indicou que essa estratégia visava "esvaziar o patrimônio da instituição financeira clandestina"."

O rastreamento dos recursos ilícitos mostrou que os investigados realizavam “centrifugação de dinheiro”, sistema esse em que são utilizados vários níveis em contas de passagem, com fracionamento de transferências bancárias", informou a PF.

Iniciando em 2020 em Balneário Camboriú, o esquema se expandiu para Curitiba antes de chegar ao epicentro econômico do país, em São Paulo. A Polícia Federal está investigando os seguintes crimes na operação:

  • Lavagem de dinheiro

  • Organização criminosa

  • Crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituição financeira sem autorização, oferta irregular de valor mobiliário, exercício ilegal de assessoria de investimento).



Participe de nosso grupo no WhatsApp, clicando nesse link

Entre em nosso canal do Telegram, clique neste link

Baixe nosso app no Android, clique neste link


Tópicos
Jogos de pôquer Mapa do site