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Exclusivo Brasil registra quase 900 feminicídios em 2023; Piauí acende alerta de casos

Entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2023, São Paulo lidera em registros de feminicídio, com 122 casos. Em seguida, Minas Gerais, 90, e Paraná, 62.

Até a última atualização dessa reportagem, o Piauí contabiliza 21 casos de feminicídios. | Arquivo Pessoal / Jogos de pôquer
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Somente no primeiro semestre de 2023, foram registrados pela imprensa no Brasil, 862 casos de feminicídios, segundo dados elaborados pelo Laboratório de Estudos de Feminicídio (Lesfem) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). No Piauí, 16 mulheres perderam suas vidas vítimas de feminicídio, caso este preocupante, pois no ano passado foram 24 notificações no total.

Entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2023, conforme o relatório do Monitor de Feminicídios no Brasil, São Paulo lidera em registros de feminicídio, com 122 casos. Em seguida, Minas Gerais, 90, e Paraná, 62. No Piauí, o alerta é preocupante, pois a quantidade de vítimas expandiu, é o que mostram as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Aofcvizela.com, a delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Piauí, comentou sobre os dados, e que os casos de feminicídios são progressivos no Estado, pois surge como uma violência doméstica e encerra com uma fatalidade.

Delegada Nathalia Figueiredo | FOTO: Arquivo Pessoal

“No ano passado (2022) foram 24 casos, e só no 1 semestre de 2023 teve 16, isso é preocupante porque a gente nem fechou o ano e já tem tantos. Acredito que nem seja mais 16, e que tenhamos passado desse número. É preocupante se vamos analisar a morte das mulheres, há várias que denunciaram viver violência doméstica, o número ultrapassa esse limite de feminicídio”, explica a delegada.

Ainda conforme a delegada Nathalia Figueiredo, o percurso até o crime de feminicídio inicia-se dentro de casa, na violência doméstica, quando o agressor demonstra sinais de abusos psicológicos, como “violência moral, xingamento, opressão, excesso de ciúmes, formas de controle”, que progridem à fatalidade.

“Geralmente é até uma questão de ciclos, ele começa com violência moral, xingamento, opressão psicológica, excesso de ciúmes, formas de controle, já é um alerta. A situação vai progredir. Tem muitas mulheres que acabam não se atentando a isso, achando que é o jeito do parceiro. O agressor não para por aí, ele progride e vai evoluindo. A vítima não identifica aquilo como violência e não faz a denúncia. Outro motivo é  a questão do medo do agressor, pressão familiar, da dependência econômica, emocional, então são fatores que acabam influenciando”, ressalta.

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Mesmo com o avanço de casos de feminicídio, a delegada Nathalia Figueiredo reforça o papel importante de não só as delegacias acolherem as vítimas, mas também o Poder Judiciário, pois “os números são maiores que nas estatísticas apresentadas". Até a última atualização dessa reportagem, o Piauí contabiliza 21 casos de feminicídios. 

Até a última atualização, o Piauí contabiliza 21 casos de feminicídios | FOTO: Arquivo/Jogos de pôquer

Durante este semestre foram criadas ações que fortalecem a polícia pública para mulheres, além da retomada de projetos como a Casa da Mulher Brasileira e o Programa Mulher, Viver sem Violência, o que é defendido pela ministra Cida Gonçalves, à frente da Pasta.

“É muito importante o combate a violência contra à mulher. Ela é feita e deve ser feita em rede, um trabalho em conjunto, com assistência social, poder público, todos os órgãos que ajudam os municípios têm que agir em conjunto, não basta só a delegacia, sem que haja uma comunicação com o Poder Judiciário [...] Eu tenho visto na mudança de Governo um trabalho mais efetivo, a criação da Secretaria da Mulher, um movimento de políticas públicas nesse sentido de combate e prevenção, reforço no policiamento, as próprias viaturas, ali é uma questão de incentivo do Governo Federal”, enfatiza a delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Piauí.

Confira o relatório!



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