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Empresário conta detalhes sobre morte da companheira na zona norte de Teresina

Eliésio disse que, nunca entregou a arma para Kamila e não soube dizer se ela sabia ou não manusear uma arma

Empresário conta detalhes sobre morte da companheira na zona norte de Teresina | Reprodução
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Oempresário Eliésio Marinho,companheiro de Kamila Carvalho do Nascimento, de 22 anos, encontrada morta, com um tiro na cabeça, na residência do casal, na última sexta-feira (20), no bairro Aeroporto, zona norte de Teresina, procurou a reportagem do Bom Dia Jogos de pôquer e contou detalhes sobre o caso.

Em entrevista ao repórter Kilson Dione, Eliésio disse que o momento que está passando é muito difícil e revelou que houve uma discussão com a companheira. Ele falou que deixava a arma no guarda-roupa, e que era para a sua segurança, para a segurança da sua família, pois era empresário e tinha medo que alguém invadisse sua casa.

"É um momento difício para mim, a gente discutiu, ela então correu para a cozinha, pegou uma faca e veio para cima de mim, nessa hora minha filha entrou no meio, eu fui me afastando dela, caminhando para a sala, entre a sala e a cozinha tem uma porta de vidro, quando ela passou pela porta, ela correu para dentro do quarto e pegou a arma que ficava no guarda-roupa, ela sempre soube que tinha essa arma dentro de casa para minha defesa, pois sou comerciante e tinha medo da casa ser invadida, essa arma era para nos proteger. Eu tentei evitar, falei para ela não fazer isso, eu implorei e ela falava 'Eu vou acabar com isso', aí ela pegou a arma, colocou na cabeça e disparou", disse o empresário.

Eliésio disse que, nunca entregou a arma para Kamila e não soube dizer se ela sabia ou não manusear uma arma. Ele falou que após o disparo, ligou para algumas pessoas e depois foi retirado do local, junto com a filha, pois, segundo ele, não tinha condições de permanecer na casa.

"Eu nunca entreguei a arma para ela, não sei se ela sabia manusear. Ela destravou a arma e atirou. Depois disso eu liguei para várias pessoas, primeiramente liguei para meus familiares, que foi minha irmã, liguei também para um amigo meu, que trabalha no SAMU, ele também é advogado, eu estava muito nervoso, traumatizado com a cena que eu vi, depois meus familiares chegaram, aí eu liguei para a irmã dela, mas não tive condições de falar, foi minha cunhada que explicou o que tinha acontecido. Depois disso eu fui retirado do local, com minha filha, pois eu não estava bem, não tinha condições de ficar lá", disse.

Sobre a informação da Polícia Civil, que informou ter encontrado a arma de fogo travada, o empresário não soube precisar o que aconteceu, mas disse que, segundo relatos que teria escutado, disse que a Polícia Militar fez o travamento da arma. Com relação ao depoimento à polícia, Eliésio disse que foi à delegacia, mas que a delegada não foi encontrada e o depoimento foi marcado para outro dia. Disse ainda que não cometeu o crime

"Eu não estava mais na casa, não sei lhe confirmar, mas eu não peguei mais na arma, eu não toquei nela. Há relatos, não sei se é verdade, mas, a polícia foi que fez o travamento dela, a Polícia Militar, que chegou primeiro no local. Sobre meu depoimento, eu fui me apresentar na delegacia, mas a delegada não se encontrava lá e o depoimento foi marcado para outro dia. Quero também dizer que, estou à disposição, eu não cometi esse crime, eu implorei para ela não fazer isso, até porque, tem muita gente falando que fui eu que cometi esse crime, eu não consigo tirar essa cena da minha cabeça, estou passando por um momento muito difícil", finalizou.

SOBRE O CRIME

Uma jovem identificada como Kamila Carvalho do Nascimento, de 22 anos, foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira (20), no bairro Aeroporto, zona Norte de Teresina. Kamila é esposa de um empresário que trabalha com venda de veículos. 

Em coletiva à imprensa, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que a polícia foi acionada pelo advogado do empresário, esposo da vítima, onde ele alegava que a mulher teria cometido suicídio, mas apenas a perícia vai apontar o que aconteceu. 

“Nós investigamos toda morte violenta, até que ela seja totalmente esclarecida. A mulher foi encontrada no quarto, despida, e segundo o relatório dos policiais, com uma faca na mão e uma pistola .380 ao lado. O advogado do esposo dela afirmou que ela tinha cometido suicídio, mas estamos fazendo os levantamentos e esperando os laudos para determinar as causas”, relatou o delegado. 

ARMA ESTAVA TRAVADA

Barêtta chamou atenção para um dos indícios encontrados na cena da morte. A pistola estava travada. Agora, se realmente a vítima cometeu suicidio, a perícia vai explicar como ela teria atirado contra a cabeça e depois travado a arma. “Vamos aguardar a perícia, para poder confirmar se foi suicidio ou se ela foi morta”, finalizou. O caso está sendo investigado pelo Delegacia de Feminicídio, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).



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