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Coluna da jornalista Rany Veloso, direto de Brasília

Pazuello atrapalha novo ministro da Saúde, é a avaliação no Congresso

Por blog Direto de Brasília

| Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil
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Por Rany Veloso

Com o colapso no sistema de Saúde, o que se espera com a mudança no Ministério é a agilidade em um plano que possa antecipar a vacinação no país, ampliar os leitos e unificar os protocolos de tratamento dos pacientes de Covid-19. Mas até agora na fase de transição, que pode durar até duas semanas como disse Bolsonaro, Marcelo Queiroga está sendo "doutrinado" por Pazuello, que afirmou nesta semana na Fiocruz que o novo ministro "reza na mesma cartilha".

O discurso de ambos é que o trabalho vai ser de continuidade, pois a política é do governo Bolsonaro.  O comportamento de Pazuello é visto no Congresso Nacional até por aliados do presidente como uma espécie de controle, porque não há como "arrumar a casa" com o outro inquilino dentro. É como se Pazuello, o especialista em logística que não conseguiu negociar as compras e distribuição de vacinas o quanto antes, não tivesse feito o dever e agora atrapalha.

Queiroga, nas vezes que se pronunciou à imprensa, repete a fala de que é preciso lavar as mãos, usar máscara e álcool em gel, mas isso é o básico, apesar de não haver um esforço coletivo total nesse sentido, nem de Bolsonaro. A urgência do momento, em que 11 mil pessoas estão em UTIs no Brasil, além daquelas que esperam por uma, é de novas ações da pasta. O médico afirmou que Bolsonaro deu autonomia, mas até agora a afirmação é de caráter duvidoso no parlamento, pois foi tentando ter independência nas políticas públicas que Mandetta e Teich deixaram o Ministério ainda no ano passado.

Apesar de ser alinhado com o discurso do chefe do Executivo, Marcelo Queiroga afirmou que as mortes vão diminuir com distanciamento social próprio e melhora no atendimento hospitalar e que conta com um esforço nacional, além da "tropa de choque" dos mais de 5 mil secretários de Saúde nos estados e municípios. O antigo discurso do governo era que com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), as medidas de combate ao vírus tinham que ser estipuladas pelos prefeitos e governadores, apesar de que a Corte sempre deixou claro que o governo federal também é livre para conduzir o problema na esfera que lhe cabe, mas a ausência de uma liderança nacional foi sempre algo posto como dificuldade por cientistas e autoridades.


Em pesquisa publicada pelo instituto Datafolha publicada nesta quarta-feira (18), 54% da população avaliam como ruim ou péssima a condução de Bolsonaro na pandemia e 22% acham bom ou ótimo. 17% atribui a culpa aos governadores e 9% aos prefeitos. Assessores do governo apostam que só uma mudança rápida de gestão e a vacinação podem reverter a má avaliação. 

SAÍDA DE PAZUELLO

A saída do general tem a ver com a pressão política de governadores e prefeitos e até do Congresso pedindo a mudança não só de gestor, mas de atitudes. Os elementos decisivos foram a chegada de Lula no cenário político para a disputada em 2022, o inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga suposta omissão do governo diante do caos no Amazonas pela falta de oxigênio e a tentativa de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que ganhou força neste momentos de pior situação do país desde o início da pandemia.

BRASIL VIVE A PIOR FASE DA PANDEMIA

Nesta quinta-feira (18), 17 estados mais o Distrito Federal estão com mais de 90% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados e com a média móvel, pela primeira vez, de 2 mil mortos por dia, a sociedade espera as mudanças no Ministério da Saúde o mais  rápido possível. O Brasil passa dos 258 mil mortos e foram mais 90 mil casos e 2.700 mortes nas últimas 24 horas. 20 estados e o DF estão com alta nas vítimas fatais da Covid-19. Em Rondônia, servidores compram oxigênio por conta própria na cidade de Costa Marques. Na capital paulista, a primeira morte por falta de leito de UTI foi registrada. Enquanto isso, até o momento, 5,06% da população foi vacinada.

Ainda no início do mês já se ventilava no Ministério da Saúde que o Brasil poderia chegar nessas semanas a 3 mil mortos por dia. Pazuello reconhecia o problema, mas só internamente. Mesma época em que Bolsonaro criticou o isolamento social e pediu que parassem com "frescura" e "mimimi".  



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