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Faustão: entenda como funciona o transplante e por que ele tem prioridade

O apresentador Faustão está internado no Hospital Albert Einstein há mais de 15 dias com insuficiência cardíaca

Faustão está internado há mais de 15 dias no Hospital Albert Einstein | Reprodução/Internet
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O apresentador Faustão, de 73 anos, está internado no Hospital Albert Einstein há mais de 15 dias com insuficiência cardíaca, mas voltou a preocupar os fãs após um novo boletim médico que indicou a necessidade de um transplante cardíaco. Segundo o boletim, Fausto Silva está “sob cuidados intensivos”, precisando realizar diálise e tomar medicamentos para auxiliar no bombeamento de sangue feito pelo coração.

A insuficiência cardíaca é uma condição em que o coração é incapaz de bombear sangue de maneira eficiente para atender às necessidades do corpo, o que pode acontecer devido a danos causados por doenças cardíacas como infarto, valvopatias, ou por fatores de risco como hipertensão, diabetes e obesidade. Os principais sintomas são fadiga, falta de ar, inchaço nas pernas e tornozelos, além de dificuldade em realizar atividade física. 

De acordo com o cardiologista Dr. Roberto Yano, o transplante só é indicado quando o quadro de insuficiência cardíaca não possui horizonte de melhora ou estabilização. “A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não tem mais força suficiente para bombear o sangue necessário para todo o corpo, ela é normalmente tratada com medicamentos para auxiliar na melhora da musculatura cardíaca e aumentar sua força de contração”. 

Outras condutas

O médico explicou que, dependendo do caso, existem outras condutas em relação ao problema. “Também podem ser realizadas intervenções para melhorar a função do coração, como o implante de um marca-passo ressincronizador, que pode, em casos selecionados melhorar a função cardíaca, ou o implante de um cardioversor desfibrilador implantável, que pode chocar (desfibrilar) o paciente caso seja detectada uma arritmia maligna, assim como a combinação das duas terapias na mesma prótese”, disse. 

Segundo Roberto Yano, hoje existem até mesmo corações artificiais. “Eles podem ser utilizados em terapia de suporte enquanto se aguarda um transplante cardíaco ou podem ser utilizados de forma definitiva quando o paciente sai da indicação de transplante”, disse. “Já o transplante cardíaco se faz necessário em casos onde o coração não possui mais perspectiva de melhora ou estabilização do quadro”, completou.

Prioridade na fila de espera

O apresentador entrou para a lista única de transplante de coração após o agravamento do seu quadro de insuficiência cardíaca. Faustão tem prioridade na lista de espera, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, "que leva em consideração, para definição da priorização, o tempo de espera, a tipagem sanguínea e a gravidade do caso".

“Quando o paciente está internado necessitado de medicação inotrópica para ajudar na contração do coração ou algum dispositivo de assistência circulatória, ele passa na frente de pacientes que estão em casa. Ele recebe uma priorização", esclarece coordenadora do Programa de Transplante Cardíaco do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Silvia Ayub Ferreira.



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